Na ‘Superquarta’, dólar opera em baixa, com expectativa de queda nos juros

Economia

No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,35%, vendida a R$ 4,8725. Já a Bolsa de Valores brasileira fechou em queda de 0,37%, aos 117.846 pontos.

Por G1

O dólar opera em baixa nesta quarta-feira (20), dia popularmente conhecido como “Superquarta”, porque tanto o Banco Central do Brasil (BC) quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) se reúnem para decidir quais serão as novas taxas de juros nos dois países.

A expectativa do mercado é que, no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais um corte na Selic, taxa básica de juros. Na maior economia do mundo, porém, especialistas acreditam que o Fed deve manter as taxas de juros inalteradas.

Às 09h40, a moeda norte-americana caía 0,32%, cotada a R$ 4,8569. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar fechou com alta de 0,35%, vendido a R$ 4,8725. Com o resultado, a moeda passou a acumular:

  • alta de 0,04% na semana;
  • e quedas de 1,57% no mês e de 7,68% no ano.

Já no mercado acionário, o Ibovespa fechou em queda de 0,40% na véspera, aos 118.288 pontos. Com o resultado de hoje, passou a acumular:

  • queda de 0,77% na semana;
  • e altas de 1,82% no mês e de 7,39% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

As atenções do mercado estão voltadas para as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, neste pregão.

No caso do Brasil, o Copom só anuncia a nova taxa Selic por volta das 18h30, quando os mercados já estarão fechados. Por isso, o que for dito no comunicado do comitê após a reunião terá impacto sobre os negócios nos próximos dias.

Atualmente, a taxa Selic está em 13,25% ao ano, depois do Copom cortar os juros em 0,5 ponto percentual em sua última reunião, em agosto. Naquele momento, o comitê sinalizou que, para este encontro, deveria promover um novo corte de mesma magnitude, o que deve levar a taxa para 12,75% ao ano, o menor patamar em 16 meses.

Alguns especialistas acreditam que a queda possa ser até maior, de 0,75 ponto percentual, o que levaria a Selic para 12,50% ao ano. Porém, o maior destaque será mesmo o comunicado que o Copom emite após a reunião, trazendo informações sobre o que foi discutido na reunião – que podem servir como uma luz para que o mercado interprete os próximos passos do comitê.

Já nos Estados Unidos, o Fed anuncia suas novas taxas de juros por volta das 15h, o que deve impactar o mercado ainda hoje. A maioria dos investidores e especialistas espera que a instituição mantenha suas taxas inalteradas, entre 5,25% e 5,50% ao ano.

Assim como no Brasil, a atenção está mais voltada para o comunicado do Fed do que à decisão em si. Entre as principais informações que estarão no radar do mercado, cabe destacar o que o banco central americano vai dizer sobre suas expectativas para a inflação e se já planeja novas altas para os juros.

Se a instituição sinalizar que novos aumentos devem vir pela frente para controlar a inflação, por exemplo, a tendência é que os investidores priorizem os títulos públicos americanos, considerados os mais seguros do mundo, e que têm sua rentabilidade atrelada às taxas do Fed– o que faz com que eles rendam mais com o aumento dos juros.

Neste contexto, o dólar poderia subir diante de outras moedas, como o real, e os ativos de risco, com destaque para os mercados de ações, poderiam registrar desvalorização. O contrário também é válido.

Por fim, investidores também repercutem decisão de política monetária na China. O Banco Popular da China manteve as taxas básicas de juros do país, que representam os custos do empréstimo de um ano ficaram, em 3,45% ao ano. Já as taxas de empréstimos de cinco anos foram mantidas em 4,20% ao ano.