Silvinei Vasques se nega a assinar ofício de investigação feita pela Controladoria-Geral da União

Política

Ex-diretor-geral da PRF é investigado administrativamente pela atuação nas eleições presidenciais de 2022.

Por Isabela Camargo, Andréia Sadi

A Controladoria-Geral da União (CGU) não consegue notificar Silvinei Vasques sobre a investigação aberta contra ele para investigar as condutas à frente da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Desde agosto, o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) está preso no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), em Brasília, mas se negou a assinar o ofício sobre a abertura do procedimento.

Segundo fontes ligadas ao caso, os oficiais devem fazer uma segunda tentativa de notificação e, caso ele se recuse novamente a aceitar, duas testemunhas assinarão o documento. Os procedimentos de correição transferidos para a CGU foram abertos anteriormente pela própria PRF.

De acordo com interlocutores, a transferência das investigações para CGU é protocolar para afastar dúvidas sobre parcialidade ou interferências porque ele tinha cargo de chefia.

Os procedimentos que corriam na PRF tinham quatro objetos de investigação em relação às ações de Silvinei: durante o 1º turno da eleição presidencial, na operação Transporte Seguro, no 2º turno das eleições e na Operação Rescaldo.

Ao blog, o advogado de Silvinei, Eduardo Pedro Nostrani Simão, disse que a notificação “não veio acompanhada de cópia do processo. Se incluiu um link para o Silvinei ter acesso”.

“Eles sabem que não há acesso à internet no sistema carcerário por presos. Para a defesa isso foi proposital. Foi efetuado para escarnecer, demonstrando parcialidade. Que é uma obra encomendada. A velocidade com que está sendo efetivado em desfavor de outros procedimentos mais antigos também dá o tom da parcialidade”, afirmou.