Por Valdo Cruz
Depois da nova alta do dólar, provocada pelas incertezas que vêm de fora – principalmente em relação às taxas de juros nos Estados Unidos –, a equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a importância de a Câmara aprovar nesta quarta-feira (4) os projetos que tributam fundos exclusivos e os de offshores, para buscar cumprir a meta de zerar o déficit no próximo ano.
Na avaliação da equipe econômica, o cenário internacional piorou, com a previsão de juros altos por um tempo mais prolongado nos EUA e preço do petróleo em um patamar mais elevado, o que reforça a necessidade de sinalizar um equilíbrio nas contas públicas para afastar qualquer tipo de incerteza em relação à economia brasileira.
O ministro da Fazenda avalia que os projetos têm condições de serem aprovados nesta quarta e vão contribuir com receita extra no ano que vem. O governo precisa aprovar medidas que gerem uma arrecadação acima de R$ 160 bilhões para zerar o déficit público em 2024.
Na terça (3), o dólar fechou cotado a R$ 5,15, o maior valor em cinco meses, diante das sinalizações do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de que as taxas de juros por lá vão permanecer elevadas por mais tempo para segurar a inflação.
Além disso, o preço do barril do petróleo está na casa dos US$ 95 e há o temor de que volte a bater em US$ 100. Tudo isso, aliado à desaceleração chinesa, torna o cenário internacional mais hostil para a economia brasileira.
Haddad conta com o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para aprovar esses e outros projetos que pretendem garantir o equilíbrio das contas públicas, principal dúvida no mercado financeiro sobre o rumo da economia brasileira.

