Por Camila Bomfim
A Polícia Federal no Rio de Janeiro já entrou em contato, na manhã desta quinta-feira (5), com a Polícia Civil do Rio de Janeiro para acompanhar as investigações do ataque a tiros contra quatro médicos na Barra da Tijuca, na madrugada. Três morreram, e um está hospitalizado.
O contato atende a uma determinação do ministro da Justiça, Flávio Dino. A PF no Rio se colocou à disposição dos investigadores para colaborar e agregar informações necessárias.
A atuação, segundo interlocutores disseram ao blog, é no sentido de uma “parceria”, e não da federalização das investigações – o que só pode ocorrer se houver comprovação de crimes federais.
Até o momento, a investigação preliminar segue a cargo da Polícia do Rio.
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Mapa mostra onde médicos foram assassinados no Rio — Foto: Editoria de Arte g1
Ao colaborar com as investigações, a PF e o governo federal esperam agilizar a apuração e deixar autoridades a postos para esclarecer a primeira e mais importante dúvida: se há motivação política no crime.
Uma das vítimas fatais, Diego Ralf Bomfim, é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e cunhado do também deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).
Ao divulgar que a PF acompanharia o caso, Dino citou uma “hipótese de relação com a atuação de dois parlamentares federais”.

