Medida seria tomada só em 2024; entidade continua esperando Carlo Ancelotti para Copa América
Por Martín Fernandez
A CBF avalia a contratação de um dirigente para atuar como coordenador da seleção brasileira, cargo que não foi ocupado desde a saída de Juninho Paulista, logo após a Copa do Mundo de 2022.
Desde então, a seleção brasileira atravessou 2023 com dois técnicos interinos – primeiro Ramon Menezes, depois Fernando Diniz – e sem nenhum profissional entre eles e a presidência da CBF.
Nos nove jogos que disputou em 2023, a seleção acumulou cinco derrotas, um empate e três vitórias. Nas Eliminatórias para a Copa de 2026, o Brasil está em sexto lugar, atrás de Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador e Venezuela.
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Fernando Diniz em Brasil x Argentina — Foto: Wagner Meier/Getty Images
Sob o comando de Fernando Diniz, o Brasil sofreu três derrotas seguidas pela primeira vez na história do torneio, além de ter perdido uma invencibilidade histórica nas Eliminatórias. Na CBF, avalia-se que Diniz promoveu uma necessária renovação na Seleção, mas sofreu com o alto número de desfalques por lesão.
Não há intenção, portanto, de mudar os planos para o treinador interino: ele deve ficar até março, quando a seleção faz amistosos contra Espanha e Inglaterra.
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Neymar chora após sentir lesão em Uruguai x Brasil — Foto: Pablo Porciuncula/AFP
Depois disso, a CBF espera pela chegada de Carlo Ancelotti, técnico que tem contrato com o Real Madrid até junho de 2024. A confederação conta com o treinador italiano para a Copa América de 2024. Quando perguntado a respeito nas entrevistas coletivas do Real Madrid, Ancelotti tem desviado do assunto.
O que pode ocorrer na seleção é a chegada de um coordenador técnico, alguém que seja a interface entre o campo e a direção da CBF. Hoje, Fernando Diniz despacha diretamente com Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, sobre os assuntos da Seleção.

