Governador passou as últimas horas afinando diagnóstico e discurso sobre a mais recente crise na segurança pública.
Por Daniela Lima
O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, passou as últimas horas imerso em conversas com aliados e conselheiros sobre a escalada do crime na capital.
As avaliações, feitas e endossadas por ele, são de que
- a guerra iniciada ontem no território carioca é de longo prazo;
- a polícia e a política são apenas partes do problema — a infiltração dos criminosos abrange
- a parceria com as forças federais está obstruindo o tráfico de drogas e daí vem a reação e, finalmente,
- se o poder público arrefecer agora, o crime sairá mais forte.
Castro foi aconselhado a assumir discurso de linha dura e, neste momento, vai buscar fortalecer toda a parceria possível com as forças federais, via Ministério da Justiça, em especial Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
O governador passará a se referir ao crime organizado no Rio como “máfia”, exatamente para dar a ideia de que o poblema tem um lastro maior do que o já explorado no noticiário.
“A polícia e a política são os alvos mais frequentes de análise, mas são apenas a ponta do iceberg. O que há é uma estrutura de máfia, com aparelhos no Judiciário e em igrejas, por exemplo. É uma infiltração generalisada”, diz um conselheiro do governador.
Um recuo, neste momento, acabaria com as chances do Estado de conduzir uma redução da violência na capital. Há, ainda, a percepção de que, se o Rio falhar, outras organizações criminosas podem se rebelar país afora.

