Em reunião do G20, Lula diz esperar que trégua em Gaza possa ser ‘caminho’ para o fim do conflito

Política

Declaração do presidente foi durante reunião virtual de líderes do grupo. Acordo fechado entre Israel e Hamas prevê trégua de quatro dias nos confrontos, com libertação de reféns.

Por Guilherme Mazui, g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22), durante reunião de líderes do G20, que espera que a trégua na guerra entre Israel e o Hamas “possa pavimentar o caminho para uma saída política e duradoura” para o conflito no Oriente Médio.

Lula participou de uma reunião virtual com chefes de Estado e de governo dos países do G20. O grupo, que reúne representantes de 19 países e da União Europeia – nações representam cerca de 80% da economia global –, será presidido pelo Brasil a partir de dezembro.

O acordo entre Israel e o grupo terrorista Hamas prevê a libertação de 50 reféns em troca de uma pausa de quatro dias no combate. As informações foram divulgadas pelo gabinete de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

“Espero que esse acordo possa pavimentar o caminho para uma saída política e duradoura para este conflito e para a retomada do processo de paz entre Israel e Palestina”, afirmou Lula.

O discurso do presidente não foi transmitido ao vivo pelos canais do governo brasileiro. A assessoria de Lula divulgou uma transcrição da fala durante a reunião por vídeo.

Lula afirmou que o G20 tem um ‘papel central a cumprir’ na tarefa de “recolocar o mundo no caminho da paz e da prosperidade”.

Mandato do Brasil

O mandato do Brasil na presidência do G20 começa no dia 1º de dezembro e termina em 30 de novembro de 2024. O Rio de Janeiro será a sede da cúpula de líderes no próximo ano.

Durante a reunião desta quarta, no encerramento do mandato da Índia à frente do G20, Lula informou que presidência do Brasil terá como principal eixo a redução de desigualdades, dividida em três pontos:

  • inclusão social e combate à fome à pobreza;
  • transição energética e desenvolvimento sustentável;
  • reforma da governança global.