Faixa de Gaza: entenda o que é e onde fica a região que está no centro do conflito entre Hamas e Israel

Notícia

Região palestina é marcada por pobreza e superpopulação. Ela está localizada em um estreito pedaço de terra na costa oeste de Israel, na fronteira com o Egito e banhada pelo Mar Mediterrâneo.

Por Fernanda Berlinck, g1

📍 No centro do mais recente conflito entre o Hamas e Israel, a Faixa de Gaza é uma região palestina localizada em um estreito pedaço de terra na costa oeste do território israelense, na fronteira com o Egito e banhada pelo Mar Mediterrâneo. Gaza tem cerca de 41 km de comprimento e 10 km de largura.

📍 No centro do mais recente conflito entre o Hamas e Israel, a Faixa de Gaza é uma região palestina localizada em um estreito pedaço de terra na costa oeste do território israelense, na fronteira com o Egito e banhada pelo Mar Mediterrâneo. Gaza tem cerca de 41 km de comprimento e 10 km de largura.

📊 A região é marcada por pobreza e superpopulação. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), Gaza tem uma população de aproximadamente 2,1 milhões de pessoas, incluindo cerca de 1,7 milhões de refugiados palestinos.

👨‍👨‍👧‍👧 A ONU afirma que a região tem uma das densidades populacionais mais altas do mundo.

🌐 Ainda segundo a entidade, cerca de 80% da população de Gaza depende da ajuda internacional, sendo que 1 milhão de pessoas dependem de ajuda alimentar diária.

“Imagina um lugar cercado, pobre, onde o sofrimento é uma rotina”, descreveu o repórter Carlos de Lannoy, que foi correspondente da TV Globo no Oriente Médio.

História da Faixa de Gaza

🗺️ Originalmente ocupada pelo Egito, Gaza foi tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005.

➡️ A área está sob o controle do grupo terrorista Hamas desde 2007, quando as forças do então governo da Autoridade Palestina foram violentamente expulsas.

⛔ Desde então, as restrições impostas por Israel e Egito à população de Gaza ficaram ainda mais duras. Os bloqueios criam dificuldades, por exemplo, de abastecimento de produtos básicos, como remédios e comida para a população ou de energia. Quem mora ali tem uma vida de limitações.

💣 Hamas e Israel vivem há anos em conflito, de que são exemplos as disputas ocorridas em 2014 e em 2021.

Túneis

🚫 Para tentar contornar os bloqueios fronteiriços, o Hamas construiu uma rede de túneis subterrâneos, para que o grupo possa transportar mercadorias para a Faixa de Gaza e manter um centro de comando.

💥 Há anos, Israel procura destruir estas passagens e acusa extremistas de comércio clandestino e contrabando.

Entenda o conflito atual

Palestinos em meio a destruição na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (9) — Foto: AP Photo/Hatem Ali

Palestinos em meio a destruição na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (9) — Foto: AP Photo/Hatem Ali

▶️ Como começou o conflito entre o Hamas e Israel? A mais recente disputa na região começou em 7 de outubro, quando o Hamas realizou um ataque-surpresa contra Israel. Essa foi a mais violenta ação em território israelense dos últimos 50 anos. Os serviços de inteligência do país não conseguiram antecipar que uma ofensiva dessa magnitude estava sendo preparada.

▶️ O que é o Hamas? O grupo extremista armado é uma das principais organizações islâmicas nos Territórios Palestinos (são duas áreas não contínuas: a Faixa de Gaza e a Cisjordânia). Desde 2007, o Hamas controla Gaza, localizada em um estreito pedaço de terra na costa oeste de Israel. O grupo é considerado terrorista por países como os Estados Unidos e o Reino Unido, mas tem o apoio do Irã.

▶️ Como foi o ataque? As ações se concentraram perto da fronteira da Faixa Gaza, de onde Hamas lançou 5 mil foguetes. Por terra, ar e mar, com motos e parapentes, homens armados invadiram o território israelense pelo sul do país. Houve relatos de que os invasores atiraram em pessoas que estavam nas ruas e sequestraram dezenas de israelenses (incluindo mulheres e crianças), levados como reféns para Gaza.

▶️ Como foi a resposta de Israel? Diante da ofensiva do Hamas, o governo israelense iniciou uma retaliação. “Estamos em guerra e vamos ganhar”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, logo após o ataque. “O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu.” Ainda em 7 de outubro, Israel lançou bombas em direção à Faixa de Gaza.

▶️ Quantas pessoas morreram? Até a última atualização desta reportagem, as mortes já passavam de 1,5 mil, sendo 900 em Israel e quase 700 em Gaza.

▶️ Qual é o contexto recente desse do conflito? A Arábia Saudita e o governo de Israel estavam negociando para estabelecer relações diplomáticas formais. Os Estados Unidos trabalham ativamente para isso. Caso Israel e a Arábia Saudita se tornem aliados, o Irã, um adversário em comum dos dois, ficará mais isolado. “A principal motivação do Hamas e do Irã [para o ataque] foi o desejo de perturbar esse acordo, que ameaçava isolá-los. A ideia era envergonhar os líderes árabes que que fizeram a paz com Israel, ou que poderiam vir a fazê-lo”, afirmou Martin Indyk, ex-embaixador dos EUA em Israel.

▶️ Qual é o histórico do conflito na região? A disputa entre Israel e Palestina se estende há décadas e já resultou em inúmeros enfrentamentos armados e mortes. Em sua forma moderna, remonta a 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina, sob mandato britânico.

▶️ Quando Israel foi reconhecido como um Estado? Em 1948. Desde então, vem ocorrendo uma disputa por território na região, e vários acordos já tentaram estabelecer a paz na região, mas neNhum deles teve sucesso.

▶️ Qual é a diferença entre israelenses e palestinos? Israelenses são cidadãos do Estado de Israel, criado em 1948. Palestinos são o povo etnicamente árabe, de maioria muçulmana, que habitava a região entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo.

Mapa mostra conflito em Israel — Foto: Arte/g1

Mapa mostra conflito em Israel — Foto: Arte/g1

Imagens da guerra entre Hamas e Israel, com ataques na Faixa de Gaza e movimentação de tropas militares — Foto: Adel Hana/AP; Mohammed Salem/Reuters; Violeta Santos Moura/Reuters; Ibraheem Abu Mustafa/Reuters; Saleh Salem/Reuters