No podcast Papo de Novela, o ator fala das camadas do seu personagem e comenta sobre risadas com Tatiana Tibúrcio, a Jussara; ouça na íntegra!
Por Gshow
Depois de ser dada como morta por muitos anos, Agatha (Eliane Giardini) voltou a Nova Primavera e infernizou a vida de muita gente na cidade. Mas nos próximos capítulos de Terra e Paixão, ela morrerá de forma trágica e o assassino será um dos grandes mistérios da trama.
Dentro da vasta lista de suspeitos, que incluem todas as inimizades da personagem, tem um nome que já mostrou guardar muitos segredos: Gentil. O pai do Jonatas (Paulo Lessa) já foi apaixonado por Agatha no passado e depois foi descobrindo que a mulher, na verdade, não prestava. No podcast Papo de Novela, Flávio Bauraqui opina sobre a possibilidade de Gentil ser o responsável pela morte da vilã, analisa as várias camadas do personagem e conta, aos risos, sobre a parceria com Tatiana Tibúrcio, a Jussara.
Passado misterioso
“O Gentil é um ser humano como qualquer um de nós, com erros e acertos. Essa é a grande sacada dessas personagens, não são maniqueístas. Até o mauzinho, em alguns momentos, tem seu lugar sensível dentro daquele corpo. Da mesma forma, Gentil vira hostil em alguns momentos. Sobretudo, por esse pai que, desde o começo da novela, mostrou uma relação muito interessante com os filhos, que abraçou a criação desses filhos sozinho. Então, é um pai que é capaz de qualquer coisa. Mesmo convalescente, ele continua sendo aquele cara que originou, talvez, aquele dente de ouro. Esse dente de ouro quer dizer tantas coisas. Então, é um passado que ele tem e que pode voltar caso seja necessário. Talvez ele tenha ido às raias da loucura, não sei.”
Gentil matou a Agatha?
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Agatha (Eliane Giardini) enganou Gentil (Flávio Bauraqui) em Terra e Paixão — Foto: Globo
“As questões que aconteceram, que levam a Agatha a ser tão odiada, têm a ver com as coisas que ela fez. Ela começou matando o parente do Gentil. Então, acho que é possível. Com tantas maldades feitas, ele foi guardando. E acredito que as pessoas muito caladas são muito perigosas (risos). […] Quando ele abria a boca falava coisas bonitas, defendia o filho, chamava a atenção, dava força para a filha… Uma vez me perguntaram se eu me achava uma pessoa doce. Falei: ‘Agridoce’. E eu acho que o Gentil é agridoce.”
Gentil e Jussara
“Acho muito interessante essa personagem feita pela brilhante e incrível Tatiana Tibúrcio, que não é só uma grande atriz, é uma grande preparadora, diretora, empreendedora, uma mãe maravilhosa, uma mulher linda e uma colega generosa. A gente aprende muito com essa atriz e aprende muito com essa mulher negra, tão potente, tão cheia de coisas que a gente precisa ouvir. Então, é mais que uma admiração de um ator por uma atriz, é uma admiração de um homem preto por uma mulher preta.”
“Fazer cena com ela é fácil. A Tatiana passa muito bem a bola, dá dicas, te questiona. Não é uma pessoa chata que fica te dirigindo, desrespeitosa, ela te dá dicas quando percebe que você quer aquelas dicas. […] Adorei a primeira vez que ela começou a falar. Ela improvisa algumas coisas. No tempo dos ensaios, eu passava mal de tanto rir. A gente ria muito. De cara, na primeira leitura dela foi determinante. Falei: ‘Essa aí bombou muito’.”

