Por Mariana Londres
A liderança do governo na Câmara vai seguir a tese do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e defender a manutenção da meta fiscal zero em 2024 no debate da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Eu conversei com o líder, deputado Alencar Santana (PT/SP), e ele foi enfático: ” O governo trabalhará com a meta proposta na LDO, zero”. O prazo de emendas à LDO vai até o dia 16 de novembro, e a votação do relatório final deve acontecer no dia 21.
Santana substitui o deputado Zé Guimarães (PT/CE), que está de licença médica.
O debate público sobre a meta do resultado das contas do governo no próximo ano foi iniciado pelo presidente Lula, quando disse em café da manhã com jornalistas que a meta não precisava ser zero. A discussão sobre a meta colocou de lados opostos dois ministros do governo. De um lado Haddad defendendo a manutenção e de outro, o ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa, discutindo uma proposta de alterar via emenda à LDO ainda em novembro.
Haddad corre contra o tempo para aprovar medidas arrecadatórias para fechar as contas, e por isso defende que não é o momento de alterar a meta para 2024.
A tese do ministro da Fazenda, de fazer a alteração apenas em 2024 (se for necessária), ganhou força nos últimos dias. Na terça-feira, Haddad e Gabriel Galípolo tiveram uma reunião com o presidente Lula no Alvorada.
No mesmo dia, no Planalto, o ministro Rui Costa recebeu o relator da LDO, deputado Danilo Forte (UB/CE), e eles discutiram a possibilidade de uma alteração via emenda, sugerida por um parlamentar aliado durante a tramitação. Haddad conseguiu frear essa ideia por enquanto. Isso não impede que parlamentares apresentem emendas sugerindo alteração da meta para marcar posição política.
Mas sem apoio da liderança do governo, que faz a articulação com toda a base aliada, uma eventual emenda não terá votos para ser aprovada.

